É correto afirmar a existência de uma ontologia imanente/subjacente na obra de Marx?
Por que isso é relevante?
Porque para definir o que é marxismo, e, consequentemente, como este deve ser compreendido e praticado. Considerado como expressão da consciência política do proletariado, importa compreender suas raízes para evitar a regressão do método a uma filosofia especulativa estanque, que comprometa seu potencial revolucionário em tempos de profunda crise do capital como modo de reprodução social.
Resumo da pesquisa:
A pesquisa parte da interpretação do autor Hector Benoit presente em Marxismo e a Tradição Dialética (2015) a respeito da natureza da obra de Marx, especialmente no que se refere a sua concepção de dialética e à transformação desta ciência ao longo da história, de acordo com a tradição filosófica precedente. A partir desta reconstituição, o autor apresenta os limites do sentido de dialética para Marx, evidenciando sua natureza como método de reconstrução da totalidade do real, evitando as distorções oriundas de interpretações estáticas da teoria marxista que hibridizam indevidamente seu pensamento com o de outras tradições intrinsecamente incompatíveis, incluindo, portanto, as leituras ontologizantes da teoria, tais como a de Lukács e de outros que importam, equivocadamente, conceitos metafísicos, sobretudo os de origem neoplatônica, para dentro da tradição marxista. Desse modo, pensar uma ontologia a partir do pensamento de Marx significa reintroduzir nele uma lógica especulativa por meio de uma abstração ideal produzida pelo modo dogmático e moralista de pensar da burguesia (modo já superado), enfraquecendo a efetividade mais importante da teoria revolucionária marxista como método prático de reconstituição e transformação da realidade.
Quem deveria conhecer os resultados da pesquisa?
Aqueles que desejam conhecer as bases teóricas do pensamento de Marx e de sua práxis revolucionária, bem como aqueles interessados na compreensão dos conceitos de dialética e ontologia.
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