O efeminado em Sêneca: uma terminologia moral e ética da masculinidade

Postado por: PPgFil
Bruno Luiz Canavarro Dias

Currículo Lattes

E-mail: filo.canavarro@gmail.com 

Orientador(a): Prof. Dr. Ronaldo Amaral

  • Qual pergunta a pesquisa responde? 

Como o campo semântico associado ao termo “efeminado” (mollis, effeminatus), utilizado por Sêneca, atua na construção de uma ética da masculinidade dentro do estoicismo?

  • Por que isso é relevante?

Porque quando nos voltamos para os filósofos antigos, percebemos que nada é novo e que tudo é novo. Se ali o discurso filosófico operou como um marcador moral, também pode ser espaço de ruptura. Pesquisar como se deu a construção dessa terminologia moral – “efeminado” – ajuda a dimensionar o seu atravessamento em nossas vidas. Dissidir é um contragolpe. 

  • Resumo da pesquisa: 

Para cumprir a agenda humana do que se espera e necessita para que se possa alcançar uma vida entendida como boa, portanto, virtuosa, Sêneca indica o caminho das pedras, iluminando e dando forma ao que seria o ideal do homem virtuoso. E para tudo o que se é, ou que deveria ser, existe tudo aquilo que não se pode ser. Como uma figura de contraste, soando como uma advertência, o termo “efeminado” se apresenta, à primeira vista, como uma negação da prática da virilidade estoica. À segunda vista, essa negação se instaura como um marcador ético e normativo, introduzindo a questão da construção de uma ética da masculinidade. Nos trejeitos entendidos como efeminados, o discurso não se limita à descrição, mas se expande como uma categoria moral. Para a presente pesquisa, interessa a investigação do avesso do viver conforme a natureza, analisando de que modo o termo “efeminado”, em Sêneca, implica em uma terminologia moral que opera como um dispositivo de gênero.

  • Quem deveria conhecer os resultados da pesquisa?

Pesquisadores (as) em Filosofia e ciências humanas, pessoas interessadas em questões de gênero e sexualidade e, especialmente, dissidentes de gênero.

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