Orientador(a): Prof. Dr. Andre Koutchin de Almeida
Qual pergunta a pesquisa responde?
É correto afirmar a existência de uma ontologia imanente/subjacente na obra de Marx?
Por que isso é relevante?
Considerado como expressão da consciência política do proletariado, importa compreender o marxismo em suas raízes teóricas e políticas para evitar a regressão do método a uma filosofia especulativa estanque, que comprometa seu potencial revolucionário em tempos de profunda crise do capital como modo de reprodução social.
Resumo da pesquisa:
A pesquisa investiga a divergência interpretativa em torno da presença ou ausência de uma ontologia na obra de Karl Marx, confrontando as posições de György Lukács e Hector Benoit. Enquanto Lukács, em Para uma Ontologia do Ser Social, atribui ao trabalho e à práxis o estatuto de categorias ontológicas fundantes do ser humano, Benoit defende que Marx teria superado definitivamente a ontologia ao expor um método revolucionário de crítica da economia política. O objetivo é analisar se as categorias que Lukács ontologiza são, para Marx, essências humanas universais ou somente formas históricas específicas do modo de produção capitalista, como defende Benoit.
Quem deveria conhecer os resultados da pesquisa?
Aqueles que desejam conhecer as bases teóricas do pensamento de Marx e de sua práxis revolucionária, bem como aqueles interessados na compreensão de conceitos fundamentais à filosofia, tais como os de dialética e de ontologia
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