Ontologia do ser social ou método crítico e revolucionário? Lukács, Benoit e a questão da dialética em Marx

Postado por: PPgFil
Pedro Paulo Dalbianco Ferreira dos Santos

Currículo Lattes

E-mail: ppdalbianco@gmail.com

Orientador(a): Prof. Dr. Andre Koutchin de Almeida

  • Qual pergunta a pesquisa responde? 

É correto afirmar a existência de uma ontologia imanente/subjacente na obra de Marx?

  • Por que isso é relevante?

Considerado como expressão da consciência política do proletariado, importa compreender o marxismo em suas raízes teóricas e políticas para evitar a regressão do método a uma filosofia especulativa estanque, que comprometa seu potencial revolucionário em tempos de profunda crise do capital como modo de reprodução social.

  • Resumo da pesquisa: 

A pesquisa investiga a divergência interpretativa em torno da presença ou ausência de uma ontologia na obra de Karl Marx, confrontando as posições de György Lukács e Hector Benoit. Enquanto Lukács, em Para uma Ontologia do Ser Social, atribui ao trabalho e à práxis o estatuto de categorias ontológicas fundantes do ser humano, Benoit defende que Marx teria superado definitivamente a ontologia ao expor um método revolucionário de crítica da economia política. O objetivo é analisar se as categorias que Lukács ontologiza são, para Marx, essências humanas universais ou somente formas históricas específicas do modo de produção capitalista, como defende Benoit.

  • Quem deveria conhecer os resultados da pesquisa?

Aqueles que desejam conhecer as bases teóricas do pensamento de Marx e de sua práxis revolucionária, bem como aqueles interessados na compreensão de conceitos fundamentais à filosofia, tais como os de dialética e de ontologia