Como o conceito psicanalítico de compulsão à repetição ajuda a compreender as origens do ser humano e da cultura?
Por que isso é relevante?
Porque indica que a psicanálise representa um tipo de ciência portadora de métodos, práticas e conceitos capazes de iluminar a elaboração de conhecimento racionalmente justificado sobre questões fundamentais típicas das ciências humanas, como a origem do ser humano e da cultura.
Resumo da pesquisa
Tendo como ponto de partida a interpretação que o filósofo alemão Christoph Türcke faz de conceitos metapsicológico de compulsão à repetição, da psicanálise freudiana, a pesquisa pretende analisar a tese defendida por Türcke, segundo a qual o surgimento da subjetividade (do ser humano) e da cultura, ambos subsumidas à rubrica da hominização, dependeu necessariamente da repetição compulsiva de traumas primitivos. Ao alinhar a filosofia e a psicanálise aos achados de algumas ciências empíricas, Türcke deduz que a capacidade de simbolizar e produzir objetos só se tornou possível mediante a existência de uma compulsão à repetição que se expressou por meio de ritos sacrificiais. Diante desta tese, nossa hipótese de pesquisa é a de que o conceito de compulsão à repetição traumática representa um avanço epistemológico importante para compreendermos alguns dos problemas fundamentais da filosofia e de outras ciências humanas.
Quem deveria conhecer os resultados da pesquisa?
A toda pessoa que faça perguntas do tipo: “Como nos tornamos seres humanos?” Especialistas e demais interessados em psicanálise e filosofia da psicanálise, além de pesquisadores do campo da epistemologia das ciências humanas.
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