(Português do Brasil) Compulsão à repetição e hominização na filosofia de Christoph Türcke: um debate epistemológico

Postado por: PPgFil
Rafael Lopes Batista

Currículo Lattes

E-mail: lopes.batista@ufms.br

Orientador(a): Weiny César Freitas Pinto

  • Qual pergunta a pesquisa responde?

Como o conceito psicanalítico de compulsão à repetição ajuda a compreender as origens do ser humano e da cultura?

  • Por que isso é relevante?

Porque indica que a psicanálise representa um tipo de ciência portadora de métodos, práticas e conceitos capazes de iluminar a elaboração de conhecimento racionalmente justificado sobre questões fundamentais típicas das ciências humanas, como a origem do ser humano e da cultura.

  • Resumo da pesquisa

Tendo como ponto de partida a interpretação que o filósofo alemão Christoph Türcke faz de conceitos metapsicológico de compulsão à repetição, da psicanálise freudiana, a pesquisa pretende analisar a tese defendida por Türcke, segundo a qual o surgimento da subjetividade (do ser humano) e da cultura, ambos subsumidas à rubrica da hominização, dependeu necessariamente da repetição compulsiva de traumas primitivos. Ao alinhar a filosofia e a psicanálise aos achados de algumas ciências empíricas, Türcke deduz que a capacidade de simbolizar e produzir objetos só se tornou possível mediante a existência de uma compulsão à repetição que se expressou por meio de ritos sacrificiais. Diante desta tese, nossa hipótese de pesquisa é a de que o conceito de compulsão à repetição traumática representa um avanço epistemológico importante para compreendermos alguns dos problemas fundamentais da filosofia e de outras ciências humanas.

  • Quem deveria conhecer os resultados da pesquisa?

A toda pessoa que faça perguntas do tipo: “Como nos tornamos seres humanos?” Especialistas e demais interessados em psicanálise e filosofia da psicanálise, além de pesquisadores do campo da epistemologia das ciências humanas.

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